“Não há rosas sem espinhos', é um provérbio melancólico.
Digamos em vez disso: 'Não há espinhos sem rosas'”
'' ... Nada do que é feito por amor é pequeno ... ''
“Falemos sempre de qualquer pessoa como se ela estivesse
presente.”
Essas são algumas frases e pensamentos de Chiara Lubich um
exemplo de vida divina (de verdade) na terra, Chiara de fato era uma amante da
humanidade e acreditava na unidade entre os povos.
Hoje, 14 de março de 2011, faz 3 anos da partida, do deixar
a vida física, dela. Fundadora do Movimento dos Focolares e Socialista, Chiara
deixou um legado imenso de contribuição humanitária.
Um dia conversando com um membro do Folcolares, de Natal,
perguntei como eu poderia definir um verdadeiro membro do Movimento, singelamente
recebi a seguinte resposta: “Não sei...creio que é muito difícil essa pergunta,
mas definiria como alguém que esta pronto para deixar sua vida e
particularidades de lado pelos demais, alguém que preze pela UNIDADE”
Diante de tempos tortuosos cabe reflexão sobre o que
realmente vale na vida e a quem somos capazes de dispor nosso tempo.
O conhecimento nem sempre trás a sabedoria mas a verdade sempre
é libertadora.
Li
na mídia eletrônica que o cabeludo Wesley Safadão, cantor da banda
Garota Safada, mantém litígio com o compositor da “música” (assim mesmo,
entre aspas) “Tristeza”. O motivo alegado é que o compositor dessa
“genial” composição teria vendido o direito de gravação do “clássico”
para Wesley e sua banda, mas depois teria autorizado outra banda a
também gravar o “sucesso”.
QUE BRIGA FEIA! II
Veja
a que ponto chegamos em termos de música. Já ouvi falar, ainda criança,
de litígio entre Roberto Carlos e outro nome da música brasileira, e me
lembro bem de uma briga judicial envolvendo Raimundo Fagner (este sim,
cantor!) e a família da poetisa e escritora Cecília Meireles, em
decorrência de versos de Cecília que o cearense Fagner teria musicado
sem a devida autorização.
QUE BRIGA FEIA! III
Não
sei, nesses litígios, quem tinha razão, nem como terminaram as brigas.
Mas sei que eram discussões que realmente interessavam, principalmente
porque os objetos dessas brigas eram, sim, trabalhos artísticos de
enorme valor musical. Deram muita corda a esse pessoal (Garota Safada,
Aviões, Solteiros e outros “ões”) que vende a falsa idéia de que canta e
toca forró. Definitivamente, chegamos ao fundo do poço em se tratando
de valores musicais. Arre."
Texto da coluna Estação Palavra do blog O Messiense.
Quem esperava um “pega pra capar” na tomada do Complexo do Alemão pelas forças de segurança sentiu-se frustrado. Anticlimática, a ação não correspondeu ao prenunciado em manchetes da véspera, como a do Globo: “Intenso tiroteio entre Exército e tráfico abre Batalha do Alemão”. Assim, com batalha em maiúscula, o diário reforçava a alusão absurda ao desembarque das tropas aliadas na Normandia, inaugurada na manchete da última sexta-feira (“O Dia D da guerra ao tráfico”). Esse é só um exemplo.
Entre o triunfalismo e o sensacionalismo, a cobertura jornalística da operação policial serviu de sela ao discurso oficial, mas também montou sobre um clamor coletivo por justiçamento, desatado em fãs da escola Capitão Nascimento. O que se viu na mídia – digital, eletrônica e impressa – foi a espetacularização dos fatos, em uma busca pelo protagonista de “Tropa de Elite” entre os homens das polícias e das Forças Armadas que subiam o morro, clicados em posição de combate. Acuado pelo fogo cruzado, o pessoal do morro, como de costume, não coube na foto.
Sintoma da disposição da imprensa para o espetáculo revelou-se na escolha das fontes. E lá estava o cineasta José Padilha a comentar a onda de violência que assola o Rio de Janeiro. Sem entrar no mérito da reconhecida competência profissional, a análise de Padilha é tão válida quanto uma palestra de Steven Spielberg sobre a extinção dos dinossauros, como disse uma amiga.
Se havia dúvidas sobre uma excessiva dramatização na cobertura jornalística, elas se desfizeram com as imagens dos bandidos presos no Alemão, exibidos na TV como troféus. Caso de Eliseu Felício de Souza, o Zeu, um dos condenados pelo assassinato do repórter Tim Lopes, em 2002. O finado “Aqui Agora”, do SBT, pareceu servir de referência ao autoelogiado padrão Globo de jornalismo. Revanchismo? Outras emissoras seguiram o mesmo caminho, e algumas se lambuzaram a valer, como a Band.
A chegada dos blindados das Forças Armadas foi saudada nos jornais com manchetes de uma guerra a ser vencida, em meio a um tom geral de “agora sim”. O emprego dos militares foi decisivo para o sucesso da operação, inclusive para que não se transformasse em um banho de sangue. Fato. Mas a participação do militares não é inédita no Rio e falta uma discussão séria sobre eventuais riscos do envolvimento das Forças Armadas em ações policiais. Alguém lembrou o que aconteceu no morro da Providência, há apenas dois anos, quando militares entregaram três rapazes para traficantes do morro da Mineira?
Jogando pra galera, a imprensa escolheu o caminho fácil da luta do “bem” contra o “mal”: forças de segurança de um lado, bandidos do outro. Atribuiu a onda de arrastões e carros incendiados a uma reação de traficantes às Unidades de Polícia Pacificadoras (UPPs), ignorando que as milícias — policiais, bombeiros e até soldados envolvidos em tráfico de drogas e armas, extorsão e ‘gatos‘ de toda espécie, de gás a TV a cabo — são tão ou mais resistentes que os traficantes às UPPs (um ótimo projeto, diga-se).
O problema é que, no confronto do Rio, não existe a polaridade entre bem e mal apregoada na dramatização midiática, ante o elevado grau de corrupção e envolvimento de agentes da lei com o crime organizado – noves fora a perpetuação de métodos truculentos. A ficha caiu até para o Capitão Nascimento. Mas na cobertura do tal “Dia D”…
Infelizmente, não começamos a vencer o crime no último domingo, como festejou a imprensa. Estamos longe, e só chegaremos lá quando soubermos dizer quem realmente é polícia e quem é bandido. Ou pelo menos identificarmos entre os mortos da Vila Cruzeiro e do Complexo do Alemão quem portava um fuzil ou apenas carregava um guarda-chuva.
P.S.: E alguém acha que depois da apreensão de 44 toneladas de maconha no Complexo do Alemão vai faltar erva no Carnaval?
É de se perceber a muito tempo que a sede da Biblioteca Municipal se tornou o Centro De Inclusão Digital. Mas espere! Alguém já pode ter o prazer vê o Centro funcionando? Alguém pelo menos já pode entrar no Centro? E o que aconteceu com a biblioteca? Qual o fim que ela levou?
Pelo programado na festa do último aniversário da cidade, a inauguração do Centro De Inclusão Digital aconteceu (ou deveria ter acontecido) no “8 de Maio” desse ano (2010), como pode ser visto no blog da Prefeitura de Messias Targino na postagem "PREFEITURA DIVULGA A PROGRAMAÇÃO DA FESTA DE EMANCIPAÇÃO", portanto, acreditamos que deveria estar em pleno funcionamento. Assim como o Centro, estava previsto também a inauguração do novo Abatedouro Público, a qual aconteceu somente ontem (18/11/2010). O blog do Pôla Pinto também cita a inauguração na matéria “Programação da Festa de Emancipação Política de Messias Targino na sexta e sábado”.
Em outro post publicado no Blog da Prefeitura com o título “Prefeitura inicia inscrições para o Pro Jovem Adolescente” (com data de 27 de Julho de 2010) o Secretário deAção Social Anderson Medeiros, afirma que o Centro seria usado no projeto, no caso, para Aulas de Informáticas.
Também em matéria do Blog da Prefeitura (“Biblioteca ganha Telecentro Comunitário que ofertará cursos gratuitos”) fala da realização de dois cursos de básicos de informática oferecidos pelo Telecentro Comunitário da Biblioteca Pública e da Escola Municipal Júlio Benedito. “Além dos alunos a maioria dos professores da rede municipal se inscreveram para este curso”, comentou na época Regivânia Rodrigues, prefessora e diretora da Júlio Benedito.
OBlog Olhar Messiense sempre procurou se mantiver neutro e apartidário, somente transmitindo informações aos nossos leitores da forma que eles possam tirar suas próprias conclusões. Porem diante dos últimos acontecimento e da tão importante decisão que esta por vim, sentimos a necessidade de nos posicionar contra a candidatura neoliberal e suja do PSDB/DEM representado pelo candidato à presidência da república José Serra.
É inegável o avanço do nosso país nos últimos oito anos de mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mesmo compreendendo as suas falhas, e foram muitas, temos o dever de também reconhecer os seus avanços e compromisso para com as classes populares.
Reconhecendo também que José Serra (PSDB/DEM) esta se utilizando das formas mais sujas na política que é a difamação e o apelo religioso e familiar de forma farsante. Diante disso proclamamos o nosso repúdio a candidatura PSDB e apoio ao programa apresentado pela candidata petista Dilma Rousseff, que claramente demonstra compromisso com a população menos favorecida e em especial o nordeste brasieliro onde se encontra a cidade de Messias Targino e região, como vem sendo demonstrado durante estes oitos anos de mandado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A nossa demonstração vem respaldada pelos manifestos diversos pelo Brasil inteiro de pessoas que compreendem o que é pior, ou melhor, para o nosso país. É o caso dos manifestos citados a seguir:
1.EM DEFESA DA JUVENTUDE - Jovens Católicos sobre o Processo Eleitoral
2.VAMOS ELEGER DILMA ROUSSEFF PRESIDENTA DO BRASIL – MST, MMM, e diversos movimentos sociais em favor de Dilma.
3.ENGENHEIROS, ARQUITETOS, AGRÔNOMOS COM DILMA
4.UNE e UBES sobre o segundo turno das eleições 2010
5. Manifesto dos Reitores de Instituições Federais de Ensino
6.Nota de repúdio ao projeto de José Serra (PSDB/DEM) e de apoio à candidatura de Dilma Rousseff dos estudantes de Direito do Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco.
Junto com todas estas notas que podem ser encontradas facilmente nos seus sites representativos e no que se refere ao apoio a classe estudantil do nosso país afirmamos que baseado nas nossas observações não podemos de maneira alguma deixar recuar o progresso que vem sendo visível nos últimos anos.
Assim nós que fazemos o Olhar Messiense assumimos apoio, de forma critica, a candidatura de Dilma Rousseff que compreendemos ser um combate ao programa privatista do PSDB/DEM, representado pro José Serra.
“Nesse momento de crescimento da candidatura deste último setor, faz-se extremamente necessário a posição clara e decisiva do movimento estudantil messiense em combate ao neoliberalismo, que sempre explorou e causou sofrimento ao nosso povo brasileiro.”
Ela tem a resposta para a pergunta do titulo desse post.
Em junho de 1992 o Rio de Janeiro foi sede da Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, a Eco 92. Na época o que mexiam com o coração de uma criança de 12 anos continua sendo ignorado por muitos adultos. Falo do discurso da canadense Severn Suzuki, na época com apenas 12 anos. Ela representava o grupo Environmental Children’s Organization, fundado por ela e alguns amigos com o intuito de ensinar outras crianças, sobre as questões ambientais.
Severn Suzuki já era uma ativista ambiental desde os 9 anos quando fundou o pequeno grupo, ela realizou com sucesso vários projetos em sua região. Conseguiu levantar dinheiro através do grupo para conseguir ir até o Rio de Janeiro e poder falar ao mundo. Suzuki deixou uma platéia de ‘representantes de governos, homens de negócios, administradores, jornalistas e políticos’ perplexa e em silêncio.
Hoje recentemente tivemos o COP15, que resultou num total fracasso. Por isso uma pergunta vem mais uma vez a tona: Quem são nossos representantes? O que eles estão fazendo por nós? Podemos confiar nosso futuro, o futuro dos nossos filhos e do nosso planeta em suas mãos?
Obviamente as respostas a essas perguntas são duvidosas, um chamado é preciso ecoar em nossos ouvidos, um chamado do planeta, ele clama por nós, não podemos mais ficar parados com a boca escancarada cheia de dentes esperando a morte chegar, como diria Raul. Ação, se quem nos representa não quer salvar nosso planeta façamos nós.
Para a reflexão fica o discurso de Severn Cullis-Suzuki no Eco 92, em vídeo e abaixo transcrito.
"Olá! Sou Severn Suzuki. Represento a ECO – a organização das crianças em defesa do meio ambiente. Somos um grupo de crianças canadenses, de 12 a 13 anos, tentando fazer a nossa parte: contribuir. Vanessa Suttie, Morgan Geisler, Michelle Quigg e eu. Todo o dinheiro que precisávamos conseguimos por nós mesmos. Viemos de tão longe para dizer que vocês, adultos, têm que mudar o seu modo de agir.
Ao vir aqui hoje, não preciso disfarçar meu objetivo: estou lutando pelo meu futuro. Não ter garantia quanto ao meu futuro não é o mesmo que perder uma eleição ou alguns pontos na bolsa de valores.
Estou aqui para falar em nome das gerações que estão por vir. Estou aqui para defender as crianças com fome, cujos apelos não são ouvidos.
Estou aqui para falar em nome de incontáveis animais morrendo em todo o planeta porque já não têm mais lugar para onde ir.
Não podemos mais permanecer ignorados. Hoje tenho medo de tomar sol por causa dos buracos na camada de ozônio; tenho medo de respirar esse ar porque não sei que substâncias químicas o estão contaminando. Eu costumava pescar em Vancouver com meu pai, até o dia em que pescamos um peixe com câncer.Temos conhecimento de que animais e plantas estão sendo destruídos a cada dia, e estão em vias de extinção.
Durante toda a minha vida eu sonhei ver grandes manadas de animais selvagens, selvas, florestas tropicais repletas de pássaros e borboletas, mas agora eu me pergunto se meus filhos vão poder ver tudo isso.
Vocês se preocupavam com essas coisas quando tinham a minha idade ?
Todas essas coisas acontecem bem diante dos nossos olhos e, mesmo assim, continuamos agindo como se tivéssemos todo o tempo do mundo e todas as soluções.
Sou apenas uma criança e não tenho as soluções, mas quero que saibam que vocês também não têm. Vocês não sabem como reparar os buracos da camada de ozônio. Vocês não sabem como salvar os salmões de águas poluídas. Vocês não podem ressuscitar os animais extintos. Vocês não podem recuperar as florestas que um dia existiram onde hoje é deserto. Se vocês não podem recuperar nada disso, então por favor parem de destruir !
Aqui vocês são os representantes de seus governos, homens de negócios, administradores, jornalistas ou políticos. Mas na verdade são mães e pais, irmãos e irmãs, tias e tios, e todos também são filhos. Sou apenas uma criança, mas sei que todos nós pertencemos a uma sólida família de 5 bilhões de pessoas, e ao todo somos 30 milhões de espécies compartilhando o mesmo ar, a mesma água e o mesmo solo. Nenhum governo, nenhuma fronteira poderá mudar essa realidade.
Sou apenas uma criança, mas sei que esse problema atinge a todos nós, e deveríamos agir como se fôssemos um único mundo, rumo a um único objetivo. Apesar da minha raiva, não estou cega; apesar do meu medo, não sinto medo de dizer ao mundo como me sinto. No meu país, geramos tanto desperdício, compramos e jogamos fora, compramos e jogamos fora, e os países do Norte não compartilham com os que precisam. Mesmo quando temos mais do que o suficiente, temos medo de perder nossas riquezas, medo de compartilhá-las.
No Canadá temos uma vida privilegiada, com fartura de alimentos, água e moradia. Temos relógios, bicicletas, computadores e aparelhos de TV. Há dois dias aqui no Brasil ficamos chocados quando estivemos com crianças que moram nas ruas. Ouçam o que uma delas nos contou: “Eu gostaria de ser rica, e se fosse daria a todas as crianças de rua alimentos, roupas, remédios, moradia, amor e carinho.” Se uma criança de rua, que não tem nada, ainda deseja compartilhar, por que nós, que temos tudo, somos ainda tão mesquinhos?
Não posso deixar de pensar que essas crianças têm a minha idade e que o lugar onde nascemos faz uma grande diferença. Eu poderia ser uma daquelas crianças que vivem nas favelas do Rio. Eu poderia ser uma criança faminta da Somália. Uma vítima da guerra do Oriente Médio. Ou uma mendiga da Índia.
Sou apenas uma criança, mas ainda assim sei que se todo o dinheiro gasto nas guerras fosse utilizado para acabar com a pobreza, para achar soluções para os problemas ambientais, que lugar maravilhoso a Terra seria!
Na escola, desde o Jardim da Infância, vocês nos ensinaram a sermos bem comportados. Vocês nos ensinaram a não brigar com os outros, resolver as coisas de forma adequada, respeitar os outros, arrumar nossas bagunças, não maltratar outras criaturas, dividir e não ser mesquinho. Então, por que vocês fazem justamente o que nos ensinaram a não fazer?
Não esqueçam o motivo de estarem assistindo a estas conferências, e para quem vocês estão fazendo isso. Vejam-nos como seus próprios filhos. Vocês estão decidindo em que tipo de mundo nós iremos crescer. Os pais devem ser capazes de confortar seus filhos, dizendo-lhes: “Tudo ficará bem. Estamos fazendo o melhor que podemos”. Mas não acredito que possam nos dizer isso. Será que estamos na sua lista de prioridades ?
Meu pai sempre diz: “Você é aquilo que faz, não aquilo que você diz”. Bem, o que vocês fazem, nos fazem chorar à noite. Vocês adultos nos dizem que vocês nos amam. Eu desafio vocês. Por favor, façam as suas ações refletirem as suas palavras. Obrigada."
Andando pelas ruas deMessias Targino, já se tornou comum se deparar com obras da atual administração, mas o que chama atenção é quando se passa em frente à Biblioteca Municipal, localizada na Rua Valmir Targino, que no caso, uma obra que parece que não vai ter fim, melhor dizendo, que esta quase pronta, mas que nunca vai chegar a sua conclusão!
Recentemente tivemos a obra da praça pública no centro da cidade, que passou um bom tempo para a sua conclusão, bem verdade que praticamente apenas dois homens trabalhando na obra.
Voltando um pouco mais no tempo, temos o caso da Escola Estadual Apolinária Jales, essa responsabilidade do governo do estado, mas mesmo assim, levou uma eternidade para a sua conclusão.
Um pouco mais atrás no tempo, nos deparamos na administração de Hélio Jales, que teve a grande façanha da construção do Ginásio de Esporte, que não ficou distante das eternidades citadas acima, levou praticamente a administração de Hélio Jales.
Por tudo isso: "Quanto tempo leva uma construção pública em Messias Targino?"
Hoje pelas minhas andadas pela net me deparei com um texto que tinha lido a muito tempo atrás e resolvi postar como uma reflexão aos nossos amigos messienses que moram distantes de nossa terra. Trata-se de um caicoense que passou um tempo nos Estados Unidos e comemorava a vitória de Obama. Mas, sem o menor desejo em voltar a morar lá pela experiência contada aqui a partir de extratos de um diário que ele escreveu.
Agosto, 12
Hoje me mudei para minha nova casa no estado da Pensilvânia. Que paz! Tudo aqui é tão bonito. As montanhas são tão majestosas. Quase que não posso esperar para vê-las cobertas de neve. Que bom haver deixado para trás o calor, o tráfego na avenida Cel. Martiniano em dia de feira, a violência, a poluição e aqueles brasileiros mal-educados de Caicó. Isto sim que é vida.
Outubro, 14
Pensilvânia é o lugar mais bonito que já vi em minha vida. As folhas passaram por todos os tons de cor entre o vermelho e o laranja. Que bom ter as quatro estações. Diferente de Caicó que na maioria do ano é sempre verão. Saímos a passear pelos bosques e, pela primeira vez, vi um cervo. São tão ágeis, tão elegantes, é um dos animais mais vistosos que jamais vi. Isto deve ser o paraíso. Espero que neve logo. Isto sim é que é vida.
Novembro, 11
Logo começará a temporada de caça aos cervos. Não posso imaginar como alguém pode matar uma dessas criaturas de Deus. Já chegou o inverno. Espero que neve logo. Isto sim que é vida!
Dezembro, 2
Ontem a noite nevou. Despertei e encontrei tudo coberto de uma camada branca. Parece um cartão postal, peguei logo minha máquina fotográfica para mandar uma foto para Caicó. Sai a tirar a neve dos degraus e a passar a pá na entrada. Rolei nela e logo tive uma batalha de bolas de neve com os vizinhos (eu ganhei) e, quando a niveladora de neve passou, tive de voltar a passar a pá. Que bonita a neve! Parecem bolas de algodão espalhadas por todos os lados. Que lugar tão bonito! Nem parece com a paisagem seca do sertão!! Pensilvânia sim é que é vida.
Dezembro, 12
Ontem a noite voltou a nevar. Que encanto. A niveladora voltou a sujar a entrada, mas bom... Que vamos fazer? De todas as maneiras, isto sim é que é vida.
Dezembro, 19
Ontem a noite nevou outra vez. Não pude limpar a entrada por completo porque, antes que acabasse, já havia passado a niveladora. Assim, hoje, não pude ir ao trabalho. Estou um pouco cansado de passar a pá nessa neve. Droga de niveladora! Mas, é a Pensilvânia...que vida!
Dezembro, 22
Ontem a noite voltou a cair neve, ou melhor dito...Merda branca! Tenho as mãos cheias de calos por causa da pá. Creio que a niveladora me vigia desde a esquina e espera que eu acabe de tirar a neve com a pá para passar. Vá pra puta que pariu!
Dezembro, 25
Feliz Natal...Branco, mas branco de verdade, porque está cheio de merda branca. Viado! Se pego o filho da puta que dirige esta niveladora, juro que o mato. Não entendo porque não usam mais sal nas ruas para que se derreta mais rápido este gelo de merda.
Dezembro, 27
Ontem a noite ainda caiu mais dessa merda branca. Já são três dias direto que não saio. Nada mais faço senão passar a pá na neve depois que passa a bosta da niveladora. Não posso ir a lugar algum. Fico entrevado dentro de casa. O carro está enterrado debaixo de uma montanha de merda branca. O noticiário disse que esta noite vão cair umas 10 polegadas a mais de neve. Não posso acreditar!
Dezembro, 28
O idiota do noticiário se equivocou outra vez. Não foram 10 polegadas de neve... Caíram 34 polegadas mais dessa merda branca! Vai tomar no Cu! Seguindo assim, a neve não se derreterá nem no verão. Agora resulta que a niveladora quebrou perto daqui e o filho da puta do motorista veio me pedir uma pá. Que descarado! Disse-lhe que já tinha quebrado 6 pás limpando a merda que ele me havia deixado diariamente. Assim quebrei a pá na cabeça daquele imbecil. Que bosta. Que saco, caralho!
Janeiro, 4
Ao fim, hoje pude sair de casa. Fui buscar comida e um cervo de merda se meteu diante do carro e o atropelei. Caralho! O conserto do carro vai me sair uns três mil dólares. Estes animais de merda deviam ser envenenados. Oxalá os caçadores tivessem acabado com eles o ano passado. A temporada de caça deveria durar o ano inteiro.
Março, 15
Escorreguei no gelo que ainda há nesta puta cidade e quebrei uma perna. Ontem à noite sonhei estar tomando um caldo de cana no mercado público aí em Caicó e um caldo de fígado (de madrugada) nos barracos do açougue.
Maio, 3
Quando me tiraram o gesso, levei o carro ao mecânico. Ele disse que o assoalho estava todo enferrujado por baixo, por culpa do sal de merda que jogaram nas ruas. Será que esses cornos não têm outra forma de derreter o gelo?????
Maio, 10
Mudei-me outra vez para Caicó. Isto sim que é vida! Que delícia! Calor, a Feira de sábado, violência, poluição e falta de educação. A verdade é que qualquer um que imagine morar nessa Pensilvânia de merda tão solitária e fria é um retardado... Ou deve estar louco! Caicó, sim é que é vida!