segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Robério Paulino quer transformar o RN por meio da educação

Quando menino, encantado com a ciência, ele sonhava em ser astronauta. Hoje, aos 57 anos, ele sonha em transformar o Rio Grande do Norte em um estado “com igualdade social”. Formado em economia e doutor em História Econômica, Professor Robério Paulino é o candidato do PSOL ao governo do Rio Grande do Norte. Para mudar a realidade do estado ele pretende tratar a educação como prioridade e zerar o analfabetismo. "O analfabetismo é uma chaga. Um estado que diz que é livre da febre aftosa, mas não é livre do analfabetismo. É uma vergonha. Um em cada cinco potiguares é analfabeto. Isso é o que mais me aflige", diz.

Robério Paulino é filho de militar e nasceu em Nilópolis, no Rio de Janeiro, em uma das mudanças da família para o estado fluminense. Desde menino, sempre se interessou pela ciência, pelo conhecimento, gosto que, segundo ele, herdou do pai. Em 1974 se mudou para São Paulo onde começou a trabalhar na área espacial no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e no Centro Aéroespacial. Em 1976 se deparou com as grandes manifestações estudantis na capital paulista e não conseguiu ficar de fora. O envolvimento com as manifestações lhe rendeu uma prisão de dois dias no Dops e ainda a demissão do Centro Técnico Aeroespacial (CTA).

“Passei a integrar uma lista negra das empresas e não conseguia emprego em lugar nenhum. Quando conseguia, ficava até descobrirem que eu fazia parte dos movimentos”, contou. Sem dinheiro para terminar a faculdade de Engenharia Elétrica e sem conseguir emprego, Robério se mudou para Belo Horizonte para atuar na militância de Minas Gerais. Lá participou do movimento Diretas Já e chegou a ser orador do movimento em Belo Horizonte ao lado de Ulysses Guimarães e Tancredo Neves.

O início da militância política foi no Partido dos Trabalhadores (PT). Chegou a participar da campanha de Lula em 1989, mas se desfiliou quando, segundo ele, o partido tomou um rumo neoliberal. De volta a São Paulo em 1989, Robério percebeu que queria entender o mundo e a faculdade na área tecnológica não seria o caminho ideal. Foi então que entrou na Universidade de São Paulo (USP) para o curso de Economia. “Fiz minha graduação para entender a história econômica do Brasil e particularmente do Nordeste brasileiro. Pra entender porque o Nordeste ficou pra tráz no desenvolvimento do país", diz.

Depois de uma rápida passagem pelo Partido Socialista dos Trabalhadores Unificados (PSTU), Robério foi um dos articuladores das reuniões que deram origem ao Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) se tornando um dos fundadores do partido em 2004. Em 2010, com o sonho de transformar o Rio Grande do Norte Robério Paulino decidiu voltar para o estado. "Eu voltei não necessariamente com um projeto eleitoral, mas com um projeto de transformação para o Nordeste brasileiro. Estudando a fundo as razões que levaram a esse atraso do nordeste, eu volto pra cá com o projeto de transformar minha terra".



Para melhorar a vida dos potiguares e acabar com a desigualdade social e a pobreza, Robério pretender implantar o que chama de "choque de participação social" com congressos com 2 mil delegados da área de educação, por exemplo, para elaborar o plano estadual de educação. O mesmo seria feito em outras áreas saúde, segurança, habitação. "As próprias pessoas sabem o que precisam, é preciso que a população dê um passo a frente e tome o destino do estado em suas mãos".

Hoje ele trabalha como professor do Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e se licenciou para atuar na campanha. Casado e pai de um menino de 4 anos, Robério acredita que o socialismo é o caminho para uma sociedade mais justa e igualitária. "Eu acredito no socialismo, acho que é possível, e que o futuro da humanidade não é o capitalismo. Pode demorar mais ou menos, mas não acredito que uma sociedade baseada na injustiça, na degradação ambiental, na busca do lucro a qualquer custo, seja o futuro humano, isso é esperar muito pouco da humanidade. Nós temos potencial pra mais. Precisamos de uma sociedade mais racional, mais igualitária, mais solidária e isso é socialismo".

Fonte: G1

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