domingo, 8 de julho de 2012

Universal incentiva menino a vender seus brinquedos e doar o dinheiro


O bispo Edir Macedo divulgou em seu blog um vídeo no qual Felipe (foto), de 9 anos, é instigado pelo bispo Guaracy Santos (foto) a vender tudo que tem, incluindo seus brinquedos, e doar o dinheiro à igreja como um "sacrifício" para que se acabem os desentendimentos entre seu pai e mãe. 

Santos citou o menino como um exemplo para os fiéis.

O vídeo encobre o rosto do menino, mas ainda assim ele pode ser enquadrado no ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) por explorar a imagem de uma criança, que, nesse caso, foi usada para convencer os adultos a fazerem doações à igreja. 

As imagens do vídeo foram gravadas em um templo da Universal em Santo Amaro, zona sul da cidade de São Paulo, durante uma campanha de arrecadação chamada de “Fogueira Santa”. 

Felipe também foi exposto a uma situação de constrangimento quando Guaracy mostrou a mãe dele em convulsão por estar, segundo o bispo, possuída pelo diabo. Antes, o menino tinha dito que sua mãe e pai se desentendiam por causa de dinheiro.

Ao final da participação de Felipe no culto, o bispo lhe entregou um envelope para colocar dinheiro. 

O presidente da Comissão de Direitos Infanto-Juvenis da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) em São Paulo, Ricardo Cabezón, criticou a Igreja Universal. "A criança deve ser poupada", disse. "Se a própria mãe está numa situação de incapacitada, nas mãos de outra pessoa, não se pode pegar uma criança para que ela explique o que está se passando."

A advogado Roberta Densa, que dá aula sobre ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), disse que houve "uma situação de manipulação". Para ela, a igreja se aproveitou da condição de "vulnerável" da criança. 

João Santo Carcan, vice-presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, disse que a Igreja Universal deveria ter encaminhado o menino a uma entidade pública de assistência social, até que se resolvessem as desavenças entre os seus pais, e não submetê-lo ao constrangimento. 

Ali tratam a criança como instrumento de receita", afirmou.

"Vou vender tudo que tenho"

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