quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Encontro cobra políticas públicas que favoreçam a inserção das mulheres na ciência

 O Brasil e o Reino Unido se uniram no inicio desse mês para articular entre os pesquisadores a formação de uma rede de pesquisa voltada para o público feminino e ainda incentivar a consolidação de políticas públicas visando a maior inserção e participação das mulheres em todos os campos da ciência no Brasil e em outros países.


No mundo da ciência, acredita-se, que o que conta é qualidade do trabalho realizado e não as características pessoais de quem o realizou, sejam elas relativas a gênero, raça, religião ou outras. Mas a realidade não é bem assim. De acordo com dados divulgados no encontro, o número de bolsas em produtividade de pesquisa distribuídas pelo CNPq anualmente tem os homens como seu público principal. As mulheres representam apenas 34% do número de bolsistas. Em algumas áreas, como engenharia elétrica, a porcentagem de mulheres que requisitam bolsas só chega a 5%.

Durante o evento foi pautada também a necessidade de dar prosseguimento as discussões para ampliar a inserção de pesquisadoras e pesquisadores brasileiros em grupos de estudos sobre ciência, tecnologia e gênero, ressaltando a importância de se construir genealogias, redes e comunidades de conhecimento que valorizem os contextos da sua produção, construção e transmissão. As investigações e os resultados deste Encontro e dos Programa Mulher Ciência serão divulgados no VIII Congresso Iberoamericano em Ciência, Tecnologia e Gênero, a ser realizado de 5 a 9 de abril de 2010, na Universidade Tecnológica Federal do Paraná ( UTFPR) , na cidade de Curitiba.




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