quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Padres e monges são suspeitos de integrar rede de pornografia, diz polícia

Um jovem de 21 anos, que recentemente trabalhou como catequista em uma igreja na cidade de Goianinha, município distante pouco mais de 50 quilômetros de Natal, foi preso na manhã desta quarta-feira (10) suspeito de participar de uma rede de distribuição de fotos e vídeos com imagens de adolescentes nus. Ao G1, o delegado Wellington Guedes disse que o material era compartilhado pela internet e por meio de aplicativos de celular. “Em depoimento, Rafael Ramos da Silva revelou que alguns dos destinatários são seminaristas, padres, monges, coroinhas, dentre outras pessoas ligadas à Igreja Católica de cidades potiguares e de municípios nos estados da Paraíba, Ceará, Minas Gerais e São Paulo”, acrescentou.

A Arquidiocese de Natal preferiu não se pronunciar sobre o caso no momento, mas informou que vai acompanhar o andamento das investigações.

“Estamos diante de fortíssimos indícios de uma grande rede de pornografia juvenil”, acrescentou Guedes. O delegado explicou que o suspeito deixou de auxilar nos trabalhos religiosos há duas semanas, tendo sido cortado por falta de condições de pagamento da igreja. Contudo, ele foi preso em cumprimento a uma ordem judicial expedida pela Justiça. “Ele foi preso porque, depois de ser dispensado, passou a extorquir um padre, alegando ter fotos do sacerdote sem roupas. No notebook do catequista, encontramos diversas imagens de adolescentes pelados. Alguns deles, em posições eróticas, pornográficas", contou.


Ainda segundo Guedes, Rafael admitiu fazer parte do esquema e revelou a participação de religiosos na rede, além de confirmar que chantageava o padre. “Além de todo o material que encontramos, ele confessou tudo. Disse que estava exigindo dinheiro, aparelhos celulares e encontros amorosos com o padre", relatou. "Agora estamos trabalhando para tentar identificar quem são os demais envolvidos na rede. Tem muita gente. As fotos e os vídeos eram compartilhados principalmente pelo Facebook, grupos de WhatsApp e Skype”, acrescentou.

O delegado disse que a apuração ainda está em estágio preliminar, mas que já há provas suficientes para indiciá-lo por extorsão e crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente, caso do armazenamento e distribuição das imagens que envolvem os menores nus. “Ele vai permanecer preso. O computador e o telefone celular dele estão apreendidos e serão encaminhados para perícia”, finalizou.

Fonte: G1

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