quarta-feira, 16 de maio de 2012

[Prosa] O Amor Morreu?

De Luíz Carlos de Almeida

Andando casualmente com um dos cachorros de minha casa, ao percorrer um longo caminho, resolvi parar, sentar um pouco para exercitar a minha preguiça e tolerar o meu tédio, a preguiça é doença ou vício, assim como o medo, que empesteia nossa inútil geração!... Sabendo agora que não andei muito, por ser doente e viciado e sem dúvida um completo inútil e fazer parte de tal geração, que os astrólogos têm um nome para ela... Isso tanto faz é claro_ Continua pobre de qualquer forma! Quando sentado, percebo uma coisa, algo simples, até irrisório se não manipulassem o destino as sistemáticas-tradições a vida e não tornasse espontaneidade e sentidos um emaranhado de pensamentos pobres... Ignorância... Os nossos gloriosos perturbados anos de 1910, 1920, 1930, 1960, 1980, 1990, abortaram seus fetos ao século vindouro, as mais maléficas décadas ao mundo foram as ditas, compreendendo a questão do século XX foi o máximo nirvana da louca carnificina... As ruas falavam: e os nazistas, os fascistas, os hippies, e os punks, os anarquistas, os capitalistas e os socialistas?! Todos "chapados"! O Socialismo se defasou, ficou contaminado, viciado ao mal inimigo que expurgavam (o Utilitarismo perigoso, sem o bem-estar), falemos da Coreia do Norte ou dos Varões bem nutridos de nossa América, bregas Imperialistas... "chapados" em vossas magníficas grandeza, da moral fazem um terno perfeito! Sentem a podridão que flutua sobre a carniça deixada pelo século XX? Disso habitamos: as coivaras de uma solidão e angústia no XXI... Lembrei, ao falar em coivara irei falar o que me foi revelado ao sentar ao meu ócio, o que vi, ou melhor... Revelado! Aquilo "com a certeza de um ateu sujo" foi uma revelação... Ou imaginação de um espírito oprimido e de um ser ingerido pela tristeza... O cachorro rolava constantemente sobre uma terra molhada_ é o melhor exemplo! Ao acabar com tal ato (revolvesse continuamente no chão) ficou uma figura na areia, aquilo era como um olhar... Sim um olhar! Um tipo de olhar que pela força da essência ou do Existencialismo fez como surgisse naquela terra! Eu o decifrei, percebi... Da figura, trouxe-a para dentro de meus sentidos, e conclui aprioristicamente que ele a mim pertencia: o olhar! Estava nele meu ser, minha personalidade, tristeza, nocividade, impulso agressivo, desregramento, transgressão, sobre tudo ironia e sarcasmo com certeza! Um olhar negro! Isso por saber... O AMOR MORREU! Habitamos a era do Antissocialismo, ou Socialismo Plasmático. "Fora a gentilidade!" São tolos medrosos e sem ação... mulhereainhas com vácuo! Fracos, Fracas... Verdadeiras maricas...

Fora todos aqueles cautelosos
Ao imbecil de olhar sem energia
Aos párias que mais parecem raparigas
Compreendam a tudo seus asquerosos!

A energia do homem está literalmente ao pó de arroz, nos afeminamos assim como diz a profecia? Os cadeados não derreteram ainda!... Continuemos o causo... Após ver meus próprios olhos, negros, de um brilho que penetra quando repleto de sarcasmo e tudo em minha alma contida... O cão ver algo de medo correr por entre moitas, coivaras enormes e bem secas, negras e contorcidas, um inferno! Digo: o sertão assim fica para mostrar aos populares que a terra em que vivem e pedregosa e cheia de espinhos... Disse Deus a Caim ao expulsá-lo do Éden que assim seria suas paragens... Pus fogo em uma das coivaras tentando assim fugir o bicho, o fogo subia, é mato de coivara, seco, inflamável como minha mente (literalmente uma coivara!). Entretanto, passava um pouco de tempo em chamas_ pelo instinto do homem ao haver fogo ele sempre observa suas chamas _ comigo não é diferente é literal... Logo o fogo crescia, mas quando chagava ao certo nível ele apagava vagarosamente (tentei reverter demais), acontecia sempre o mesmo episódio ao pelejar! Soube o que era!... Em "O senhor das armas", a personagem principal, o contrabandista de armas para guerras pelo mundo é amaldiçoado, tocado pela morte, tão verdade que nem as hienas ao aproximar-se dele o desejava, cheiravam e de pronto saiam... Meus olhos! A revelação na areia! Estou assim, nivelado ao personagem amaldiçoado, ao olhar para o fogo ele sempre apagava! Não eram simplesmente meus olhos, é o meu ser, tudo que se aproxima é destruído, tudo! Agora é a minha luz que se extingue! Minha solidão e angústia apagou minha luz? Destruiu, queimou o amor?... Está o matando! Logo este... Era minha ultima luz.

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