sábado, 25 de setembro de 2010

Irregularidade no abastecimento de água leva moradores ao desespero

Por Fabiano Souza
Di­ver­sos mu­ni­cí­pios da re­gião do Médio Oeste do Rio Gran­de do Norte, estão so­fren­do com o abas­te­ci­men­to ir­re­gu­lar de água feito a par­tir da Bar­ra­gem "Ar­man­do Ri­bei­ro Gon­çal­ves", lo­ca­li­za­da nos mu­ni­cí­pios de Assu e Itajá.

De acor­do com os mo­ra­do­res dos mu­ni­cí­pios de Patu, Mes­sias Tar­gi­no e Jan­duís, nos úl­ti­mos meses, a água tem che­ga­do com di­fi­cul­da­de às tor­nei­ras de­vi­do à ins­ta­bi­li­da­de no abas­te­ci­men­to.
 
Nos úl­ti­mos dias, a Com­pa­nhia de Águas e Es­go­tos do Rio Gran­de do Norte (CAERN), res­pon­sá­vel pela ma­nu­ten­ção e pela ope­ra­ção da Adu­to­ra Ar­nó­bio Abreu, no­ti­ciou uma pe­que­na pa­ra­da no for­ne­ci­men­to de água des­ses mu­ni­cí­pios, ale­gan­do a rea­li­za­ção de ser­vi­ços de ma­nu­ten­ção no sis­te­ma adu­tor da re­gião, no en­tan­to, de­pois de con­cluí­da a ope­ra­ção, os mo­ra­do­res con­ti­nuam re­cla­man­do que a água con­ti­nua che­gan­do de forma ir­re­gu­lar.

"Quan­to acon­te­ce de ter água, não tem força para subir para as cai­xas, e somos obri­ga­dos a pas­sar a noite em claro, ten­tan­do en­cher os re­ser­va­tó­rios com o pouco que chega até as tor­nei­ras", disse Fran­cis­ca das Cha­gas Ave­li­no, mo­ra­do­ra de Mes­sias Tar­gi­no.

A po­pu­la­ção tam­bém re­cla­ma que não exis­te um sis­te­ma de abas­te­ci­men­to de­fi­ni­do que possa as­se­gu­rar água nas tor­nei­ras. Se­gun­do os mo­ra­do­res, no ano em que chove re­gu­lar­men­te o abas­te­ci­men­to me­lho­ra, no en­tan­to com a che­ga­da da es­tia­gem, a adu­to­ra, que seria a so­lu­ção para a falta de água na re­gião, passa a dis­tri­buir água de forma ir­re­gu­lar, pre­ju­di­can­do a po­pu­la­ção que re­si­de nas ci­da­des que estão na sua área de abran­gên­cia.

Em al­guns des­ses mu­ni­cí­pios a so­lu­ção en­con­tra­da pelos mo­ra­do­res tem sido a com­pra de água atra­vés de carros-pipa, ge­ran­do mais cus­tos para a po­pu­la­ção, uma vez que pre­ci­sam com­prar a água for­ne­ci­da pelos carros-pipa e con­ti­nuam sendo obri­ga­dos a pagar a conta de água da Caern. Além disso, na maio­ria dos casos, a água com­pra­da nos carros-pipa não re­ce­be tra­ta­men­to, sendo oriun­da de re­ser­va­tó­rios que não pos­suem água apro­pria­da para o con­su­mo hu­ma­no.

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