terça-feira, 25 de agosto de 2015

ADUERN cobra proposta concreta do Governo


O comando de greve da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern) reuniu-se na manhã de hoje com representantes da administração da Universidade, a fim de receber do reitor informações quanto às ações encaminhadas para atender a pauta de reivindicações da categoria.

 O Reitor Pedro Fernandes apresentou para os sindicatos a copia de ofícios encaminhados ao Governador Robinson Faria, apresentando os demonstrativos contábeis sobre o impacto orçamentário e financeiro da proposta de reposição salarial dos servidores da Uern para os anos de 2015 a 2018.

 Para os anos seguintes, o reitor argumentou que o realinhamento está previsto no Plurianual da universidade. Ele também apresentou, uma minuta do Projeto de Lei que garante o cumprimento do Plano de Cargos e Salários (PCS), que deve ser enviada pelo Governador para a Assembleia Legislativa (AL/RN) para que possa ser aprovada garantindo a reposição.

 O professor Lemuel Rodrigues, presidente eleito da Associação dos Docentes da Uern (Aduern), e que esteve presente na reunião com a reitoria, demonstrou preocupação com as negociações. De acordo com ele, as categorias em greve só podem se posicionar quando a minuta já tiver sido enviada para a AL, e que apesar da natural euforia é importante ter cautela para avaliar a situação.

 “O próprio secretário de Governo de Robinson, já nos disse, em uma mesa de negociação, que documento que não fosse assinado pelo Governador não tinha validade, se referindo ao acordo feito com a ex-governadora Rosalba Ciarlini, e que foi assinado pelo Conselho de Política de Administração e Remuneração de Pessoal (Coarp) em 2014. Não podemos confiar na palavra de um ou de outro, temos que exigir que o documento seja enviado para os deputados e pressioná-los para que nosso acordo salarial seja cumprido”, explicou Lemuel Rodrigues

 Questionado sobre os demais pontos da pauta de reivindicações, o Reitor apresentou um quadro, contemplando a proposta de execução das obras reivindicadas. Quanto a realização do concurso público, a universidade informou que sua assessoria jurídica está construindo um documentos que será encaminhado ao Governo do Estado, solicitando a realização ddo concurso público para preenchimento das vagas legais, decorrentes de aposentadorias e morte. A medida preocupou a Aduern.

 “Estamos preocupados com essa medida pois a necessidade real da universidade é muito maior do que o número de vagas legais que podem ser abertas. Precisamos hoje, de pelo menos 306 docentes e 104 técnicos administrativos, e sabemos que o número reivindicados neste documento são bem inferiores” afirmou a diretora da Aduern, Rosimeiry Florêncio.

 O presidente da Aduern, Valdomiro Morais, criticou a postura da Reitoria, que através de sua assessoria de comunicação divulgou que o impasse entre os grevistas e o governo havia sido encerrado, o que causou um enorme frisson na comunidade acadêmica, que anseia pela retomada das aulas.

“Acredito que é preciso ter bastante cuidado antes de divulgar informações. As categorias em greve ainda não enxergam o fim do impasse e achamos que quando isso acontecer será mediante a decisão das assembleia, que são soberanas. Por isso reafirmamos que a greve continua”, destacou.

Fonte: ADUERN

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