quarta-feira, 27 de agosto de 2014

“Os documentos estavam no avião”, sugere tesoureiro de Marina. “Se não tem avião, não tem papéis”

O senhor Márcio França, tesoureiro de campanha de Marina Silva, acaba de dar uma declaração ao IG dizendo que “”documento de avião você carrega no avião. Se estava no avião, já não existem mais (os documentos)”

É uma das maiores abjeções de caráter que já vi, ao longo de 56 anos de vida, ser praticada.

Sabe, meu amigo e minha amiga, não é diferente de você dizer que, se um carro pegou fogo, “documento de carro você carrega no carro e, se o carro pegou fogo, já não existe mais”.
Márcio França não é um imbecil, mas é um debochado.

Quer dizer que havia uma pastinha no avião com todos os contratos – se é que havia contrados – de compra e venda, de registro de propriedade e de manutenção. Ninguém pagou, ninguém recebeu, ninguém tem nada com isso.

O avião fica, assim, como algo que não existiu.

Estava tudo no “porta-luvas”.

É bom que Marina Silva arranje logo outras explicações e outro tesoureiro.

Um homem capaz de dizer isso não tem condições morais de tomar conta do caixa de uma barraquinha de festa junina.

“Caiu um bucapé aqui e queimou todas as contas do caixa”

É o impensável da canalhice algo assim, perdoem-me por sair do meu equilíbrio.

Morreram sete pessoas, outras ficaram feridas e dezenas perderam suas casas.

Mas não é responsabilidade de ninguém, os documentos estavam no avião e, agora, ninguém é dono dele.
Isso é um escândalo de proporções inimagináveis que, se não for corrigido, coloca o centro da campanha de Marina Silva no campo do escárnio para com a opinião pública.

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