domingo, 10 de março de 2013

Professores protestam contra redução de salários em Antônio Martins/RN


Professores concursados do quadro efetivo do município de Antônio Martins estão unidos contra medida da Prefeitura que acabou por reduzir os salários da categoria. A redução com a retirada de todas as vantagens antes recebidas pelos profissionais vem resultando em perdas que chegam a somar de R$ 350,00 a R$ 415,00, nos vencimentos dos educadores.

A situação vem sendo vivenciada atualmente pela categoria do magistério de Antônio Martins desde o pagamento do mês de janeiro de 2013, tendo se repetido também em fevereiro.

Em uma atitude anticonstitucional e não republicana, o prefeito de Antônio Martins, José Júlio Fernandes Neto, rebaixou o salário dos professores do município, em total desacordo com o Plano de Cargos e Salários do Magistério, vigente desde o ano de 2009. Desde esse período a categoria da educação vinha a cada ano tendo conquista significativas em relação aos seus salários e promoções. Contudo, para o desagrado de todos os educadores, o prefeito rebaixou o ganho destes profissionais, tirando os direitos adquiridos pela categoria”, revela a presidente do Sindicato dos Funcionários Públicos Municipais, e ainda, a presidente do Conselho Municipal do Fundeb, professora Vânia Alves de Oliveira.

Entre os benefícios que eram recebidos pelos professores e que foram suspensos estão títulos de graduação, letras, promoções. “Isto está em total desacordo com a política salarial do Governo Federal, em relação ao Piso Nacional do Fundeb”, disse.

Como forma de protestar tamanho desacordo, contra o cumprimento do Plano de Cargos e Carreira do Magistério, os professores já realizaram manifestações organizadas pelo Sindicato dos Funcionários Públicos Municipais de Antônio Martins.

Conforme informações da professora, o prefeito teria informado que a redução seria ocasionada pela falta de dinheiro para efetuar o pagamento integral. “Ele está irredutível e disse que não tem condições de pagar, mas sabemos que isso não condiz com a realidade. Já acionamos a justiça e entramos com um Mandado de Segurança para tentar reverter essa situação”, disse.

A reportagem da GAZETA tentou entrar em contato com o prefeito José Júlio Fernandes Neto para ouvi-lo, porém os números de celular informados por uma secretária da prefeitura estavam desligados até o fechamento desta matéria.

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