domingo, 10 de fevereiro de 2013

[Poesia] Minha maldita ceia


A mesa estava posta.
Sob velas, uma toalha manchada de sangue enfeitava a mesa.
Talheres, copos, tudo empoeirado e com teias de arranha.
Eu já estava a posto.
Foi dado como prato de entrada meu coração.
Como molho serviu-me a solidão!
Ah como não poderia esquecer, esta veio com pedacinhos de um amor perdido.
Então, chegou o prato principal,
O dia a dia, a loucura, a saudade, a insatisfação.
Para acompanhar, a bebida predileta: lágrimas à vontade...
Para o fim a sobremesa,
Numa bandeja limpa e brilhante uma lâmina e um vidrinho de veneno.
Acabara de se apresentar, a dor me servia todos os dias lenta e deliciosamente.
Por fim a morte chegou tentando dar fim a esta ceia: Minha vida!

Taytala M.

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