terça-feira, 5 de março de 2013

CMN autoriza Banco do Nordeste a renegociar dividas de atingidos pela seca


Natal (RN) 05 de março de 2013 - O Conselho Monetário Nacional, por meio das resoluções 4.188 e 4.189, autorizou o Banco do Nordeste a renegociar dívidas de produtores rurais podem atingidos pela seca. A nova medida permite prorrogar parcelas com vencimento entre 1° de janeiro de 2012 e 30 de junho de 2013 para 1° de julho deste ano. O prazo para pagamento é de até cinco anos em caso de perdas superiores a 30% da renda.

Serão beneficiados os produtores rurais de qualquer porte, desde que suas operações de custeio e/ou investimento estivessem adimplentes em 31 de dezembro de 2011, e os empreendimentos, localizados em municípios da área de atuação da SUDENE, com situação de emergência ou estado de calamidade pública decretado após 1° de dezembro de 2011, com reconhecimento pelo Governo Federal.

Para as parcelas vencidas no período estabelecido nas Resoluções do CMN, serão dispensados os juros e multas, mantendo-se os encargos financeiros para a situação de normalidade.

A seguir, as condições de renegociação para produtores com perda superior a 30% da renda e que comprovem incapacidade de pagamento: 
  • Custeio da safra 2011/2012 e 2012/2013 – Prorrogar as parcelas para 01/07/2013 ou em até cinco parcelas anuais, com vencimento da primeira prestação em até um ano após formalização da renegociação,
  • Custeio de safras anteriores e investimento (exceto BNDES/FINAME) – Em até um ano após o vencimento da última parcela vincenda constante do atual cronograma de reembolso da operação;
  • Investimento com recursos da FINAME/BNDES - Incorporação ao saldo devedor e redistribuição nas parcelas vincendas/restantes ou prorrogação para até um ano após o vencimento da última parcela a vencer, constante do atual cronograma de reembolso da operação.

Os produtores deverão procurar sua Agência de relacionamento do BNB para adotar as providências necessárias.

Fonte: Impressa BNB 

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Um comentário:

  1. Conselho Monetário Nacional. O CMN tem que sair de trás do balcão e vir ver a realidade do desastre que a seca vem causando ao nordestino do campo. Ele não tem o que negociar, ele tem que ser anistiado da dívida que se tornou impagável. Perdeu o gado, a lavoura, a pastagem e a palma forrageira, esta última quem matou foi a EMBRAPA com sua pesquisa má sucedida da COLCHONILA. Todos do CMN têm bom salário e não conhece nosso torrão, assim sendo fica fácil um não para o nordestino. Ou Dilma toma a dianteira ou o prejuízo político para ela será grande. Mas o que importa mesmo é que reconheçam que a anistia resolve boa parte do problema.

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